segunda-feira, 25 de maio de 2009

CANÇÃO DE PAI G


G                         C/E   D/F                           C/E
Virar todas as esquinas ruas, onde mora um anjo,
C                  D/F              G
onde a solidão possa fugir, vem
C/D                       D/F                     C/E      C
és a minha estrela guia, canto pra alegrar a filha
                      D/F
ouve essa canção de pai
G                G/C               
eu preparei no violão uma canção que eu fiz pra ti
C               G/B       Am      G
pra te falar da vida e pra sorrir
as três marias iluminaram o teu cavalo teu alazão
pra que ele possa galopar com direção
B                                                             C
saberás eu sei eu sei nem tudo é como a gente a gente quer
                               G           C
é como um guajajara a soluçar,
                      G           C
por ver sua seara se acabar,
                             G                    C       D       G
não chore não filhinha temos flores no quintal
trilhar as tuas manhãs de sol
tua companhia livre a tua palavra doce derrete o coração
a bicicleta a te levar como um tié rasgando o ar
e na garupa leva o mundo
se te perderes vou te achar o teu herói vai te encontrar
enquanto a mãe nos tece de alegria
quando na praça vais brincar e o cachorrinho acompanhar
laço de fita de cetim da cor lilás
saberás eu sei eu sei nem tudo é como a gente a gente quer
é como um guajajara a soluçar
por ver sua seara se acabar
não chore não filhinha temos flores no quintal

lindo é pedalar a bicicleta cantar salame mingúe
ciranda vida pirueta agradecendo o dia.

LEMBRANÇAS DE PETER - PAN


Era de manhã e o sol
Iluminava os cabelos de um capitão
E eu sozinho lembrava a dor e a madrugada
Cintilando a minha amada

A realidade entrou e arrancou minha voz
E me deixou assim
Desencantou meu sorriso
Não sou mais menino tenho que lidar com a dor

Gostaria de voar, cambalhotas pó de estrelas
Não tenho tempo mais de ir brincar
Não tenho tempo o tempo é que me tem           refrão
O tempo é um capitão à me sorrir
Eu vou lutar pra ver se um dia posso ser

Peter-Pan eu vou seguir
Eu quero poder voar e te mostrar a vida

Entre a nebulosa e o sol
Encontrarás uma folr tecida pelas mãos
De um tocador de guitarras
Vou achar o mapa que me leva ao coração

CAFÉ E COMPANHIA


Bastava tua lembrança me desgovernar
Trazendo a minha infância pra cantar
Vou descobrir onde esconderam tua alegria
Quero saber quais os mistérios do teu dia
Vou descobrir onde esconderam tua alegria
Quero saber quais os mistérios do teu dia dia dia

Embora eu não mereça o teu olhar
Eu trago teu perfume em minhas mãos
Quero fazer o que é o inverso de pilatos
Trago os amores sem temores da Turquia
Quero fazer o que é o inverso de Pilatos
Trago os amores sem temores da Turquia, Turquia, Turquia

Eu te encontrava me esperando pra jantar
As novidades que vivias de manhã
Botei o pão no armário e a xícara na pia
Quero o café só se tiver tua companhia

ESTRELA DO XINGÚ


ACAJÁ ACAUÃ IBITI MEIPÉ
MONGATÚ JANDEPORÉ ASSÚ OCAR ABA YBY

A estrela do Xingú brilhou o ar
Mostrando um Kaiapó à me sorrir

Tinha os olhos de sol da primeira manhã
Não tinha medo das sombras
E tocava tambor
E tecia um colar de penas finas de arara

Me falava de sonhos, de caça e de amores na Foz do Iriri
No perau do Trombetas agouro dos sonhos na dor dos Meken
Iracema nascia do mel
Retocando a pintura do rosto
Avisava que um mal espreitava sua aldeia
Pra tomar seu corpo

ACAJÁ ACAUÃ IBITI MEIPÉ
MONGATÚ JANDEPORÉ ASSU OCAR ABA YBY

Tratores arrastavam mururés
Mercúrio dissolvido em tambaquis
Uma rasga mortalha voava e falava das dores daqui

Xavantes e Aymorés foram chamar outros Tupis
Maués e Camaiurás Igaraúnas Guaranis
Peçonha de lança, raiva de dor
Sangue Waiãpi

Depois do Amor

Depois do amor
Eu sei quem você é

quando de leve tiras tua mão da minha mão

e a costa nua e sem coberta eu passo a ver

igual a indefinida cor do amanhecer

que sem saber acha que é novo por nascer



Depois do amor

Até a lua dos teus olhos quer fugir

Eu sou mais uma estrela que caiu

Do céu que eu mesma pude construir

Sou parte da estante, coleção de amores

Sem dormir



Depois do amor eu vi então

A sombra algoz do teu adeus

Pensavas que eu dormia e foste assim

Tão sem começo

Ermo e solitário

Amor a meia luz

Do início ao fim

Um Dia Vais Passear Comigo em Minha Aldeia

Aguatá nse coty xe taba pupé
Nda soô ruã inxé
O que vão dizer quando voltar,
Arrebatador, decifrando a juventude
O índio cantador
Flecha azul rasgando o sol
Músculos de dor
No fundo do peito tem apenas fúrias e flor
No fundo do peito ele tem unhas de metal
Pra sorrir tinha que colher estrelas
Marauá tinha penas na cabeça
Coração de seiva e olhos de suí
Quis voltar tribo não quis receber
Ficou a chorar no rio
E a lua foi lhe consolar
E ele cantou desafiando o trovão
Convulsivamente enfeitiçou
Flecha de três pontas preparou
Celebrou o fim
Quem molha teus olhos
Rouba tua cor, deixa-te assim
Índio cantador da dor da terra que perdeu
Aguatá nse coty xe taba pupé
Nda soô ruã inxé
Umãpé xe raperana rana?