terça-feira, 5 de abril de 2016

Para sempre Dilermando!


Salomão Habib
& Grupo Pau e Corda




Alcides Alexandre, Marcus  Puff e Marcelinho Ramos
Teatro da Paz 27 de abril de 2016, 20:00

Concerto de violão com Salomão Habib em homenagem ao grande mestre do violão Dilermando Reis. Nascido em Guaratinguetá, em 22 de setembro de 1916, no estado de São Paulo, é considerado por muitos como um dos violonistas mais influentes do Brasil, tendo gravado mais de 80 discos em sua produtiva e rica carreira. Compositor e interprete, Dilermando influenciou várias gerações de violonistas com sua musicalidade seresteira e brasileira, melodias encantadoras e arrebatadoras, além de ter consagrado peças de autores não tão famosos em sua época, mas que graças a ele, tiveram os nomes escritos na história da literatura violonística.
Salomão Habib em comemoração aos 100 anos de nascimento do compositor interpretará peças de autoria de Dilermando, selecionadas especialmente para o concerto, juntamente com obras de grandes brasileiros seus contemporâneos, tais como João Pernambuco, Zequinha de Abreu, Garoto e Américo Jacomino.
Também farão parte do programa, compositores paraenses que fizeram história na seresta e no choro amazônico, dando vida e graça ao instrumento num caráter próprio e nortista de fazer seresta. Compositores como  Teixeira, Catiá além de peças de Salomão Habib.
O Concerto contará com as participações de Marcelo Ramos ao cavaquinho, Marcus Puff da Vigia no Saxofone e Clarinete, Alcides Alexandre na percussão, além dos alunos Danilo Guilhom, e do Decano do Violão o grande Mestre Antonio! Um seresteiro violonista de 95 anos!! Será uma festa inesquecível, para sempre ser lembrada, Para Sempre Dilermando!!

Dilermando Reis (Guaratinguetá, 22 de Setembro de 1916  Rio de Janeiro, 2 de Janeiro de 1977) foi um violonista e compositordo Brasil, considerado por muitos o violonista mais influente do Brasil. Foi professor de música da filha do presidente Juscelino Kubitschek.[1] . Gravou diversos discos com gêneros variados como choro, valsa, repertório de violão clássico, entre outros. Trabalhou na Rádio Clube do Brasil e na Rádio Nacional do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Show Rosa e Grão - Simone Guimarães e Salomão Habib

“ROSA E GRÃO”

SIMONE GUIMARÃES
E
SALOMAO HABIB

Theatro da Paz 22 de abril de 2015, 20:00h
Patrocínio: Associação Comercial do Pará – ACP
Serviço Social do Comércio – SESC - Pa





Violões da Amazônia – 2015

Rosa e Grão

RELEASE


Santa ROSA do Viterbo é uma pequena cidade paulista onde nasceu uma das mais privilegiadas vozes brasileiras: Simone Guimarães. Compositora, arranjadora, intérprete e poeta, Simone tem em sua musicalidade, a natureza dos rios, das águas e dos campos verdes onde o perfume natural das coisas sopra em canções de amores, dores e flores.
Em 2004 a cantora parte para Paris, e representa o Brasil no MIDEM em “Cannes”, e “Marseille”. Sua obra começa a tocar nas cidades do Sul da França o “Nice Matin” a coloca como uma novidade europeia vindo do Brasil. Na rádio Oriente em Lisboa Simone fica em destaque na programação, chegando a ser a mais tocada. Em quanto isso em seu apartamento no Leblon, nos prepara uma flor.
FLOR DE PÃO ganhou três indicações para a 8ª edição do Grammy Latino, e a música “Carta à Amiga Poeta”, de sua autoria em parceria com Francis Hime, foi uma das cinco finalistas ao Grammy e na categoria Simone recebeu o Grammy “Melhor Canção Brasileira em Língua Portuguesa".
Tendo realizado shows no Brasil e no exterior ao lado de artistas consagrados como Milton Nascimento, Maria Betânia, Flavio Venturini, Francis Hime, Paulo Jobim, Maria Rita, João Bosco entre outros, Simone aporta sua musicalidade na região norte do Brasil subindo ao palco com o violonista e compositor paraense Salomão Habib. Nascido em Santa Maria de Belém do GRÃO Pará, antigo nome da atual Belém, é um dos nomes de destaque do violão brasileiro, premiado e admirado por um seleto público dentro e fora do País, tem contribuído com a pesquisa e o levantamento histórico musical de sua região e seus 29 discos e dois livros lançados com sucesso de crítica. Já realizou turnês por todas as capitais brasileiras bem como em países como Alemanha, onde já esteve 6 vezes, Suíça, Bélgica, Cuba, Venezuela, Itália, Portugal.
O espetáculo apresentado ao som de violão Hexacorde, Decacorde, Viola Caipira, Marimba (Ricardo Aquino), Piano (Lenilson Albuquerque), Contrabaixo (Príamo Brandão),  Sanfona (Everaldo Jr) e Percussão (Alcides Alexandre) contará com canções inéditas do repertório dos dois compositores num encontro inesquecível onde a sensibilidade une-se à força e a densidade à delicadeza. Simone Guimarães e Salomão Habib em "ROSA“& GRÃO” trará ainda as participações especiais de Eudes Fraga e Andrea Pinheiro.
Será um evento inesquecível repleto de musicalidade brasileira. Técnica instrumental e arranjos especiais para canções consagradas, brindarão o público com bom gosto e qualidade musical destes dois grandes talentos.






Simone Guimarães

Nascida no interior, de São Paulo, Simone Guimarães é, além de cantora, compositora e instrumentista.
Sua obra faz um flerte com o estilo moderno do Clube da Esquina. ‘Na verdade e entretanto', a influência mineira na música de Simone vem mesmo é de Milton Nascimento: Simone foi aluna na Escola Livre de Música do artista em Belo Horizonte, onde estudou sob a tutela de Juarez Moreira, hoje, parceiro.
PIRACEMA (1996), seu primeiro CD solo, foi  inspirado na trilha sonora que ela e Paulo Jobim escreveram para o documentário O Canto da Piracema, feito pela  Rede Globo, que recebeu o prêmio Líbero Badaró na categoria Telejornalismo em 1992. PIRACEMA foi relançado em 2003 pela gravadora CID.Em 1996 Simone Guimarães participou do Songbook Tom Jobim (disco quatro), no dueto com Paulo Jobim em "Pato Preto".
Também em 1996, junto com Olmir Stoker "Alemão" e Zezo Ribeiro, ela gravou o disco CORDAS VERSOS CORDAS.
Em seu segundo CD solo, CIRANDEIRO (1997), selo “Tiê music” Simone Guimarães contou com as presenças de Paulo Jobim, Maurício Maestro e Leandro Braga. CIRANDEIRO recebeu duas indicações para o Prêmio Sharp: melhor cantora e melhor arranjo e teve sua interpretação da música-título, “Cirandeiro”, incluída na trilha de “A Indomada”, novela da TV Globo; outras  duas músicas de sua autoria, a primeira em parceria com Cristina Saraiva, "Estrela do meu Bem Querer" e "Brincadeira de Coroar",  foram incluídas na novela “Serras Azuis” da Rede Bandeirantes.
Nesse caminho, Simone chamou a atenção de muita gente boa na música brasileira: Em AGUAPÉ (1998), seu terceiro CD solo, também pelo selo Tiê, comprado pela gravadora CID, ela contou com as participações vocais de Zé Renato, Danilo Caymmi, Elba Ramalho, Ivan Lins e Maurício Maestro. AGUAPÉ é considerado pela crítica especializada como um dos CDs mais bonitos dos últimos tempos.
        Em 1999 a artista grava no Songbook Chico Buarque "Desencontro" (de Toquinho e Chico Buarque), com Hélio Delmiro ao violão. No final deste mesmo ano, Grava com Ivan Lins, Um Novo Tempo.
Em VIRADA PRÁ LUA (2001), seu quarto CD solo, o presente maior foi o dueto com Milton Nascimento, na faixa "Imagem e Semelhança".
Em 2002 Simone Guimarães é convidada por Milton Nascimento, para participar do álbum PIETÁ, pela gravadora Warner, ao lado de Maria Rita e Marina Machado. O álbum foi premiado em todo o mundo.
CASA DE OCEANO (2003), o quinto CD solo de Simone Guimarães, marcou sua estréia em uma nova gravadora, a Biscoito Fino. No mesmo ano ela gravou 6º COMPASSO SAMBA & CHORO. Em 2007, em comemoração aos dez anos de carreira fonográfica, Simone Guimarães lançou, também pela Biscoito Fino, seu sexto CD solo, FLOR DE  PÃO, no qual foi presenteada pelas participações de Milton Nascimento, Guinga, Francis Hime, Leila Pinheiro, Toninho Horta, Dori Caymmi, Renato Braz e Antônio Carlos Bigonha.
Em 2004 a cantora parte para Paris, e representa o Brasil no MIDEM em “Cannes”, e “Marsseille”. Sua obra começa a tocar nas cidades do Sul da França o “Nice Matin” a coloca como uma novidade européia vindo do Brasil. Na rádio Oirnte em Lisboa Simone fica em destaque na programação, chegando a ser a mais tocada. Em quanto isso em seu apartamento no Leblon, nos prepara uma fLor.
FLOR DE PÃO ganhou três indicações para a 8ª edição do Grammy Latino, e a música “Carta à Amiga Poeta”, de sua autoria em parceria com Francis Hime, foi uma das cinco finalistas ao Grammy e na categoria Simone recebeu o Grammy “Melhor Canção Brasileira em Língua Portuguesa".
No mesmo ano CD DIVAS CANTAM JOBIM é lançado pela Som Livre de Portugal .
Teve uma de suas músicas gravadas por Nana Caymmi, "Confissão", no CD Sem Poupar Coração, lançado pela Som Livre com mais de 200.000 CDs vendidos.
CD “CÂNDIDOS”, O CD tem a participação especialíssima de Fagner. Depois desse lançamento em 2010, a cantora ainda gravou sua participação como cantora e compositora no CD CANTEIROS de André Mehmari , gravou “CHÃO DE AQUARELA” com Cristina Saraiva com os arranjos de Mauricio Maestro.
Gravou em Fevereiro de 2013 o seu mais novo álbum “CLARICE” Com Paulo Jobim, Miúcha ,Danilo Caymmi, Leonel Laterza, Ilessi ,Ana de Hollanda e Novelli.
2015 a cantora e compositora se entrega ao CIVEBRA (curso de verão no Festival internacional de Brasília) como professora convidada para o  núcleo de canto popular com os Co- repetidores Flávio Rodrigues e Agilson Alcântara.
No festival a cantora se apresenta ao lado de Nelson Farias, violonista que representa o Brasil no mundo e com os artistas Luiz Felipe Gama e Ana Luiza. Se preparando para mais um CD autoral com o casal de artistas .
        
Discografia Comentada:
 http://musicabrasileira.org/simoneguimaraes/ por Egídio Leitão.TEXAS.
GRAVADORAS


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Canções de Salomão Habib - Anos 80 e 90 - Festivais





Disponibilizamos a aguardada coletânea de músicas do violonista Salomão Habib datadas entre meados dos anos 80 e anos 90. Estas músicas (contidas em CD ainda inédito) contemplam o período em que o artista participou de diversos festivais regionais e nacionais como compositor, arranjador e intérprete, obtendo êxito em todos com músicas como "Canção de Pai" e "Onze Bandeirinhas". Atualmente o músico se dedica ao violão instrumental (bem como a diversos instrumentos de corda que compõem sua obra e pesquisas), reservando as músicas com canto para seus projetos culturais voltados para o público infanto-juvenil, que em breve também estarão disponível no blog!


Link:

sexta-feira, 19 de abril de 2013

A trajetória de Salomão Habib na pesquisa da música e cultura indígena.



Salomão Habib em 1989 iniciou suas atividades de pesquisa em campo sobre Música Indígena. Participou, na categoria de pesquisador, do Projeto RENAS – Museu paraense Emílio Goeldi, apresentando trabalhos sobre idioma tupi e sonoridades indígenas (ROCINHA – MPEG- Setembro de 1989). No mesmo ano fez seu primeiro contato com a Funai e recebeu autorização para visitar a aldeias TEMBÉ situadas no Alto Rio Gurupi
Em 1995 participou da ‘SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS” em Altamira – Pará. Compôs mais de vinte trabalhos musicais utilizando o tronco lingüístico TUPI GUARANY. Tendo sido também  premiado no Festival de Música Paraense com a Peça “GUATÁ N’DÉ N’GOTY XÊ TABA PUPÉ NDAÁ SOÔ RUÃ IXÉ” (Um dia vais passear comigo em minha aldeia; eu não sou bicho!)
     No ano 2000 deu continuidade à composição de peças baseadas em rituais indígenas, realizando nova pesquisa de campo nas etnias: WAI-WAI, WAIÃPI, APALAY, KRAHÔ, JURUNA, GAVIÃO, MUNDURUCÚ, TEMBÉ, TIKUNA, CINTA-LARGA, GUAJAJARA, ASSURINI, TXUCARRAMÃE e CAIAPÓ.
Realizou em 2002 pesquisa e elaboração de música indígena infantil e a pesquisa e elaboração da tese: “O SOM INDÍGENA E O ORIENTE” - Música Guardada. Trabalho de cunho etno-musical, com bases antropológicas que debate a conservação das primeiras manifestações musicais do homem, ocorrida em tribos do continente americano há 40.000 anos, face ao hermetismo étnico, biológico e social das comunidades indígenas as quais por esse fator conservaram a forma e utilização dos primeiros sons organizados pelo ser humano, não mais observadas em seus sítios autóctones.
 No ano de 2008 foi premiado pelo Instituto de Artes do Pará – IAP com a “Bolsa De Incentivo À Composição De Peças De Caráter Ritualístico Indígena Para Violão Solo.”. Publico o trabalho “AUIARAMANHE” – ( Para Sempre – Tupi Guarany) na Sede do IAP em setembro de 2009. Neste mesmo ano foi premiado pela Funarte com a  “Bolsa De Incentivo À Criação Artística”. Compôs então os 12 Rituais Sinfônicos Para Orquestra de Violões e peças solo para violão clássico, baseado em rituais autênticos de indígenas brasileiros.
Atualmente Salomão Habib continua engajado nas pesquisas indígenas, nos aspectos culturais e antropológicos.




quinta-feira, 18 de abril de 2013

Seresteira!


Não percam! Maiores informações em breve aqui no Blog!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Matérias veiculadas sobre o Lançamento do Projeto Tó Teixeira Vida e Obra



 Texto


Vídeo


Vídeo


Vídeo

PRESS RELEASE



CONCERTO “TÓ TEIXEIRA – VIDA E OBRA”
SALOMÃO HABIB – VIOLÃO SOLO


Após a conclusão de um inovador trabalho experimental sobre Música Indígena para Violão Solo, financiado inicialmente pelo Instituto de Artes do Pará – IAP e finalizado com o auxílio de bolsa de incentivo, relativa à Premiação 2010 da Fundação Nacional de Cultura – FUNARTE, que resultou no Projeto UIARÊMANHÊ – Doze Rituais Sinfônicos para Orquestra de Violões baseado na Música de Povos Indígenas, o músico SALOMÃO HABIB, consagrado violonista paraense, passou a dedicar boa parte de seu tempo à pesquisa sobre a obra de um dos mais importantes músicos paraenses do início do século XX: o também violonista TÓ TEIXEIRA.
Contando com o patrocínio e apoio determinantes do SESC Regional Pará e do SESC Nacional, esse festejado instrumentista pode por em prática outro relevante Projeto de sua autoria: o Projeto TÓ TEIXEIRA – VIDA E OBRA, através do qual ele se debruçou na compilação, classificação e editoração de uma vasta obra, ainda inédita e em vias de se perder no ostracismo, em função do abandono e mau-acondicionamento de um rico acervo material.
Com o intuito de revitalizar, preservar e ainda, divulgar a obra desse genial violonista, SALOMÃO HABIB recolheu ao longo de quase duas décadas de vida, numa silenciosa e rebuscada pesquisa, inúmeras partituras, fotografias, livros, recortes e reportagens de jornais publicadas desde o início do século passado, a fim de recompor de maneira cronológica e didática a vida e a obra desse “POETA DO VIOLÃO”.
E como resultado desse árduo esforço, ele finalmente vem a público para lançar com todas as honras de que TÓ TEIXEIRA é merecedor, a coletânea resultante de tal Projeto, composta de:

ü  UM LIVRO DE PARTITURAS selecionadas e comentadas,
ü  UM LIVRO SOBRE A HISTÓRIA DO VIOLÃO NO PARÁ, onde apresenta um breve panorama cultural e violonístico da Belém da Belle Époque,
ü  TRÊS CD COM PEÇAS INÉDITAS PARA VIOLÃO-SOLO e ainda,
ü  UM DVD-DOCUMENTÁRIO com preciosas informações para alunos e amantes da cultura e da boa música.

SERVIÇO
O Concerto de Lançamento dessas raridades musicais, será realizado no dia 20 DE MARÇO do corrente ano, no THEATRO DA PAZ, às 20:00 H.



REPERTÓRIO
ü  BAMBIÁ QUE DINDINHA DANÇAVA – 1900
ü  CARIMBÓ (SOLO) – 1908
ü  DANÇA ALEGRE (COM - GRUPO PAU E CORDA) - 1920
ü  OLHA O PATO COMENTO ALPISTA (SOLO) – Sem data de composição
ü  NÃO DURMA DE TOUCA (COM GRUPO - PAU E CORDA) – Sem data de composição
ü  MAIS UMA LEMBRANÇA (SOLO) – 1938
ü  MÁGOAS DE CRIOULO (SOLO) – Sem data de composição
ü  ÁRIA (SOLO) – 1963
ü  SINTO-ME BEM ASSIM (SOLO) – Sem data de composição
ü  BRASIL O CANECO É TEU ! (COM - GRUPO PAU E CORDA) – 1970
ü  VAMOS TOMAR CAFÉ (SOLO) – 1971
ü  BOLO DE MILHO (SOLO) – 1976
ü  PINHO CHOROSO (SOLO) – Sem data de composição
ü  VOVÓ, LÁ VEM O TIO TÓ ! (SOLO) - 1976
ü  CHULA SAPECA (SOLO) – 1978
ü  CHUVISCO (COM GRUPO - PAU E CORDA) – Sem data de composição
ü  LA VOTA (SOLO) – 1978
ü  TEM CASTANHA NO OURIÇO (SOLO) - 1978
ü  DEPOIS DA CHUVA (SOLO) – 1978
ü  PADEIRO DE BICICLETA (SOLO) – 1980
ü  PRA QUEM GOSTA (SOLO) – Sem data de composição
ü  OLHA O PATO COMENDO ALPISTA (SOLO) – Sem data de composição

DA ELABORAÇÃO, DESENVOLVIMENTO E OBJETIVOS DO PROJETO “TÓ TEIXEIRA – VIDA E OBRA”

Tendo representado com êxito a cultura musical do Estado do Pará, ao longo de mais de 25 anos de carreira, por intermédio de inúmeros recitais, concertos e espetáculos apresentados tanto no Brasil como no Exterior, o instrumentista SALOMÃO HABIB, incansável divulgador da arte e da cultura musical paraense, teve oportunidade de “avaliar de perto” o panorama de iniciativas desenvolvidas em favor da revitalização e da preservação da obra de grandes artistas pelo mundo afora.
Em virtude de perceber também, a grande receptividade que a música originariamente paraense possui em todos os cantos e recantos do país, o músico resolveu por em prática um antigo projeto que objetivava revitalizar, por meio de intensa pesquisa histórica, a obra musical de outro grandioso talento musical paraense, que até pouco tempo encontrava-se relegada ao ostracismo.
Falamos aqui, especificamente, da magnífica obra deixada pelo músico Antonio Teixeira do Nascimento Filho, popularmente conhecido como TÓ TEIXEIRA.
TÓ TEIXEIRA, filho de um ferreiro de profissão e exímio flautista por vocação, foi mais um dos descendentes dos escravos que serviam as ricas famílias portuguesas moradoras das Rocinhas de Nazaré.
Tendo nascido e se criado no antigo bairro de negros chamado Umarizal, um ambiente propício à música e aos festejos populares, logo despontou para a arte musical, tornando-se um dos mais festejados violonistas de sua época e conceituado professor de música de famílias de Belém da Belle Époque, deixando rica e variada obra musical à posteridade, composta não somente de estudos violonísticos, mas de uma grande variedade de gêneros.
Autor de inúmeras valsas, sambas, sonatas, choros, polcas, ladainhas, canções e uma série de outros diferentes gêneros, o compositor TÓ TEIXEIRA tinha uma particularidade em sua obra: a forma de nomear suas músicas. Peças como “CARVOEIRO DO SAPATO BRANCO”; “CARANGUEJO REFOGADO COM AZEITE DOCE”; “VAMOS TOMAR CAFÉ”; “SINTO-ME BEM ASSIM”; “PADEIRO SEM CAMISA”; “OLHA O PATO COMENDO ALPISTA” ilustram a originalidade e a simplicidade deste genial mestre que retratou como ninguém o cotidiano dos negros trabalhadores na Belém da Belle Époque.
Não seria exagero afirmar, que foi a partir do trabalho desenvolvido por TÓ TEIXEIRA que o violão no Pará iniciou sua conceituada trajetória, pois há de se considerar que mesmo possuindo um caráter meramente popular, sua obra e, fundamentalmente, sua dedicação ao ensino da técnica violonística, transformaram a imagem desse instrumento, provocando grandes modificações no que se refere à aceitação da ideia de que o violão poderia transitar fluentemente pelo campo erudito, o que contribuiu vigorosamente para o fortalecimento e a ascensão do violão às grandes salas de concerto neste Estado.
Portanto, na esteira musical iniciada por TÓ TEIXEIRA, revelou-se no Pará, uma linhagem tradicional de grandes compositores e músicos de violão, dentre os quais podemos ressaltar nomes como de ALUÍSIO SANTOS, BEM-BEM, PEDRO MATA-FOME, ATAULFO MIRÓN, CARLOS RODRIGUES, SALATHIEL MOREIRA, VAÍCO, MESTRE CATIÁ, GARARD (violão de sete cordas); GINO (violão de sete cordas), NEGO NELSON, EVERALDO PINHEIRO, ALDEMIR, PAULO MOURA, SEBASTIÃO TAPAJÓS e o próprio SALOMÃO HABIB.
Hoje, sabemos que todos esses talentosos músicos foram brindados pelo pioneirismo desse grande mestre, tendo sido beneficiados com o caminho trilhado por ele no início do Século XX.
Como temos visto, atualmente, vivencia-se, em âmbito nacional, um momento de grande interesse pelo Estado do Pará, com claras evidências de aceleração nos negócios em torno da cultura regional, principalmente, no que diz respeito à valorização do turismo, da gastronomia e de nosso patrimônio histórico como um todo, seja ele material ou imaterial.
Contudo, a busca incessante por novas formas de empreendimento, com uma linguagem mais acessível comercialmente, tornam as iniciativas de revitalização e preservação de antigos legados, bastante difíceis e até mesmo insuficientes.
Diante desse quadro de pouco incentivo, uma valorosa parte de nossa cultura musical, principalmente, a do início de século XX, encontra-se seriamente ameaçada de se esvair com o tempo.
Um exemplo desta triste realidade foi a constatação por parte de SALOMÃO HABIB, de que a rica obra deixada por MESTRE TÓ TEIXEIRA encontrava-se totalmente desconhecida pela nova geração de músicos paraenses e o pior, em vias de grave deterioração, correndo o risco de se perder por completo.
Todavia, pouco mais de duas décadas após seu falecimento, as ínfimas iniciativas de preservação e divulgação desta inestimável obra tomaram um rumo diferente, diante do interesse e empenho de SALOMÃO HABIB em recolher, completar e catalogar um quantitativo em torno de 600 peças, num árduo e silencioso trabalho de pesquisa que durou mais de duas décadas.
Com a finalidade de dar seguimento a um projeto de levar tal legado musical ao conhecimento público, tornou-se imprescindível a captação de recursos materiais e financeiros para a editoração, gravação e divulgação da obra, a fim de que nem o Estado e nem o povo dessa Região, lamentasse posteriormente a perda dessa importante parcela de nossa cultura.
Sabemos que uma nação, se eleva em função da preservação objetiva e aprofundada de sua história, sobrevivendo dignamente de suas tradições e dos grandes nomes de seus filhos, o que torna de suma importância o incentivo e apoio recebido de algumas entidades profissionais, instituições de classe e empresas pertencentes ao ramo privado, que buscam afiançar este tipo de projeto cultural, o que viabiliza não somente o conhecimento de nossas raízes, mas uma vasta percepção antropológica e sociológica de como chegamos até aqui.
Isso é Ação Cultural, na sua mais perfeita acepção !
A inigualável obra dos muitos talentos surgidos no Pará, ainda tão pouco conhecida no cenário de artes nacional, precisa imediatamente de ações dessa natureza, a fim de ser revitalizada e divulgada, tal como merece, não podendo ficar restrita apenas a pequenos círculos intelectuais.
O grande benefício que uma instituição ou empresa realmente comprometida com o desenvolvimento social de sua região, pode proporcionar neste sentido, é realizar este tipo de pesquisa histórica, com fins de disseminação e valorização de nossa arte, a fim de que o Estado do Pará possa ser visto e respeitado em toda a sua amplitude e riqueza cultural.
E foi assim que através do patrocínio do SESC Nacional e do SESC Regional do Pará, em função do apoio incondicional da pessoa de seu Presidente Regional, Sr. CARLOS MARX TONINNI que SALOMÃO HABIB finalmente pode por em prática seu projeto de revitalização musical, intitulado TÓ TEIXEIRA - VIDA E OBRA, que tinha por objetivo maior a publicar parte da obra desse talentoso artista, contando sua história, com vias a reconduzir MESTRE TÓ TEIXEIRA ao posto que lhe é de direito, ou melhor, à condição de ícone em nosso seleto grupo de artistas regionais.


Por Silvia Lovaglio
Produtora Executiva
Violões da Amazônia